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Archive for the ‘Comportamento’ Category

 

Sabe aquele momento que você perdeu algo e precisa refazer os passos desde a última vez que se lembra ter o objeto na mão, para ver se consegue encontrar o que perdeu?

Ano: Agosto de 2006
Lazer: Leitura, leitura e leitura
Comunicação: Celular em formato de bolacha de maisena (meu primeiro aparelho). Cada torpedo custava R$ 0,40 e o minuto de ligação era R$ 1,38 – debcaroli-quartoou seja, só para emergências.
Sem notebook, sem computador em casa, sem internet, sem TV a cabo, minha vida era só ler, ler e ler e trabalhar.
E foi nesse momento que tudo mudou. Perdi algo importante. Mas ganhei outras coisas que pareciam interessantes. E só hoje eu me dei conta do que perdi e do que ganhei. E só hoje me dei conta que eu quero de volta o que perdi naquele momento, quando resolvi aceitar as outras coisas brilhantes que piscavam diante de mim e me permiti distrair do que estava perdendo… sem me dar conta… Só hoje eu consigo ter consciência de que o que eu ganhei foi vaidade, no sentido puro e concreto detalhado por Salomão em Eclesiastes. E agora não me serve para nada. Não era importante, embora parecesse interessante. Não tem serventia, embora parecesse progresso. Não tem mais progresso, embora parecesse liberdade. Não tem liberdade, pois já virou hábito/comportamento sem sentido. Não é adulto, embora parecesse independência e personalidade.
E agora, agora a jornada é longa. Não de retorno, porque o tempo não volta. Mas de busca, deixando para trás o que não me leva pra frente.
Em meio ao caos, encontro a ordem. Em meio à angústia, reencontro minha essência.

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Estou começando a ficar cansada de ver mulheres gritando que a gente tem que ser dura, que tem que tratar mal, que não pode ser boazinha, que não pode abrir o coração pra homem nenhum, porque homem não presta. Estou exausta de ouvir que homem gosta de mulher que pisa. Eu não aguentaria um relacionamento assim, onde eu não posso ser eu, onde eu teria que mudar a minha natureza e me transformar em uma pessoa amarga, sempre na defensiva, fazer meu coração petrificar de medo. Já me basta o desafio de resolver os problemas da vida do tipo contas a pagar. Melhor viver sozinha do que ter a companhia de um homem que, para ficar comigo, precise ser mal tratado.

Não. Eu não aceito ser maltratada, e menos ainda vou mergulhar nessa loucura de maus tratos. Que história é essa de que uma relação de amor, para dar certo, tem que ter alguém sendo humilhado?

abelaeaferaNão. Eu me recuso a embarcar nessa. Para mim, um relacionamento tem que ser o oásis da vida nesse mundo tão cruel. Tem que ser uma união para que juntos possamos resolver os problemas, consolar um ao outro da maldade de terceiros, e não um se transformar no problema e na dor do outro. Não. Não vou virar uma mulher difícil, com coração de pedra, amarga, e fazendo coisas nada espontâneas… com medo de ser feliz.

E aconselho a mulherada a parar com essa neurose coletiva de tratar mau os homens. Vocês estão estragando os homens bons agindo desse jeito. Eles acabam ficando traumatizados e mergulham nessa loucura de que mulher não presta, que mulher não gosta de carinho… O que será das relações futuras se todo mundo se permitir estragar desse jeito?

Eu me recuso a ficar quebrada. Tudo nessa vida tem concerto. Tudo passa. Até a dor de um amor desastroso. Tenho dito!

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Ah, vida. Você gosta de brincar comigo, né? Testar meus limites, pregar peças, pegadinhas, e me colocar em labirintos que nem eu acredito que consegui sair. Você adora me colocar em provas de sobrevivência na floresta das emoções, no deserto do amor, no pantanal da ansiedade. Tudo bem que eu curto um desafio, gosto de saber o que eu aguento e o que eu não aguento. Resiliência. Sei que você tá me ensinando ser resiliente. Fortalecendo minha capacidade de adaptação. Me mostrando os limites que valem a pena serem ultrapassados e aqueles que são estritamente necessários manter exatamente onde estão. Não, não preciso me adaptar a tudo. Não, não preciso suportar tudo.

Mas que mania você tem de me levar pro céu pra depois me derrubar no inferno. E que mania eu tenho de me jogar da cachoeira e me quebrar toda na pedra rasa. Isso você não me ensina, né? Não me ensina enxergar a pedra nem pular longe o bastante para não me espatifar. Beleza. Sou autodidata. Vou aprender saltar da cachoeira sozinha também, sem quase me matar.

fb_img_1438543083787_19621008904_oAh, vida! Como você é dolorida. E como você é cheia de prazer. Como você consegue ser entediante, às vezes. Mas que delícia são as boas emoções que nos pegam de surpresa. O calafrio na espinha, o frio na barriga, a gargalhada que vem lá de um lugar que nem sei o nome. Mas também tem aquele choro que vem da alma rasgada. E tem aquela dor de amor que esmaga cada célula, uma a uma. Disso você não me protege, né? Ok, ok. Eu que sou teimosa, já entendi. Mas é porque eu te amo, vida. Eu amo todas as suas faces. Eu quero tudo de você. Todas as suas maluquices. Todas as surpresas – as boas e as detestáveis.

Amo descobrir novos horizontes, mas amo igualmente visitar os lugares inesquecíveis que moldaram meu caráter e personalidade. Alguns, eu tenho vontade de demolir com um martelo e tacar fogo. São lembranças que machucam, momentos que impregnaram em mim reações que eu não gosto de ter. Outros, eu gostaria que fossem móveis e portáteis para levar comigo aonde quer que eu for. Mas faço isso com a magia da memória – onde o tempo e o espaço não têm poder algum.

Mas vamos combinar, vida, que já deu de treino de resiliência, não acha? Será que podemos tirar uma licença desse treino? Podemos treinar outra coisa? Por exemplo, como não deixar a felicidade escapar? Ou que tal, como identificar se aquele caminho vai me levar pra onde eu realmente desejo ir? Ah, e o que acha de me tornar especialista em identificar quem merece o meu amor, afeto e dedicação – alguém que realmente queira essas coisas? Rola algo nesse sentido? Eu ficaria muito grata!

Não, eu não tô reclamando. Só tô dando umas dicas pra nossa relação melhorar um pouco – afinal, ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje, é a nossa meta, certo? Então, beleza. Era só isso. Fico no aguardo! Cheia de disposição para conhecer o seu outro lado. Quero mais de você! Quero mais você! Quero tudo! Todo o prazer e toda a dor de viver… porque eu só não suporto viver sem amar, pois já aprendi que só o amor rompe qualquer barreira.

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Eu não consigo entender porque alguns ateus que acreditam religiosamente na evolução se esquecem totalmente da “seleção natural” quando resolvem julgar os “crentes”. Hoje eu li essa: “…religiosos por medo que não passam de interesseiros, matando e morrendo pela salvação divina.”

E qual o problema dos crentes serem “interesseiros” na salvação? Segundo a lógica da “seleção natural” e da “evolução”, “matar e morrer pela salvação divina” é totalmente justificável. É a lei da sobrevivência, uai.

Daí a pessoa responde que o crente tem que seguir os passos de Jesus – que não era interesseiro – em humildade e desapego. E daí outra pessoa diz que a lógica para o crente ser interesseiro está no protestantismo, que era apoiado pela burguesia porque pregava riqueza como um tipo de bênção. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Querer a salvação implica em não ser humilde? O que isso tem a ver com a teologia da prosperidade? E onde é que fica a lógica da questão dentro da premissa da “seleção natural”?

Se eu acredito na “seleção natural” como realmente natural, não tem o menor sentido eu achar “absurdo” o “crente” fazer tudo que está a seu alcance para ter a tal salvação que ele tanto acredita e deseja, pois lutar pela vida é algo natural. Sobrevivem os que melhor se adaptam. Como vou julgar o crente dentro do paradigma do crente (incluindo os que defendem a teologia da prosperidade), se para mim esse paradigma não existe? Se eu julgo o “crente” dentro do paradigma da evolução, tenho que concordar que ele está certo em suas atitudes – por mais absurdas que me pareçam – pela sobrevivência.

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O que você faria se seu filho de 4 anos fizesse alguma coisa que nunca fez antes, em público, em um estabelecimento… Aí você corrige a criança, e a proprietária do local fala: “Ela tá te fazendo passar vergonha hoje, hein?” Aconteceu comigo e eu pensei mil coisas para responder, só que dei uma risadinha sem graça. Pura e simplesmente. E agora tô com raiva de mim, pois devia ter dito algo na hora.

Arte 1) Pote das balas
Ao invés da secretária dar uma bala pra ela, disse que ela podia pegar direto do pote. Como ela nunca tem acesso a tanta bala aqui em casa, boba nem nada, a Lara encheu a mão. Tive que fazer devolver e só o fiz pela saúde bucal dela. Não por ser feio ou nada disso. Não se manda uma criança meter a mão num pote cheio de balas sem perguntar à mãe se pode. A falha foi do adulto.

Arte 2) A revista
Eu estava folheando uma revista que a proprietária colocou em minhas mãos. Na outra vez que fui ao local, a revista que eu estava lendo era minha – havia acabado de comprar na banca. Dessa vez, era do estabelecimento. Mas, ao sair, deixei no sofá. A Lara, atenciosa, pegou a revista e veio saindo atrás de mim, estendendo para que eu pegasse. Expliquei que aquela revista não era da mamãe, que era pra deixar no sofá.

Daí a dona soltou a pérola: “Mas ela tá te passando vergonha hoje, hein?”

Como assim? Ela está crescendo, em fase de aprendizado. A verdade é que não passei vergonha nenhuma. Tudo teve contexto e circunstância normal. Se ela ficou vergonha por mim, não conhece criança e ficou envergonhada sozinha, porque eu não fiquei.

Arte 3) A escada
Queria ver a cara dela quando descobrir que antes disso a Lara tropeçou na peça artística de barro (parece que é do nordeste) que estava na escada e quebrou. Sim, poderia ter sido eu. Desde quando uma curva de escada quase caracol é lugar de colocar obras de arte? Vou comprar outra peça similar para repor, porque acho ser honesto. Mas, não. Minha filha não me passou vergonha nenhuma.

Por que será que as falhas dos adultos são toleradas, “não tem problema”, “ah, esqueceu, tudo bem”… mas as das crianças tem que significar vergonha aos pais, mesmo numa circunstância natural e previsível? Eu não vivo nessa gaiola, não. Não mesmo. hehe

‪#‎pérolasdalara‬ ‪#‎lentesdeaprendiz‬ ‪#‎artedecriança‬ ‪#‎balas‬ ‪#‎revista‬ ‪#‎arte‬‪#‎educação‬

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Para manter suas mentes puras e seus pensamentos dignos de louvor, bem assim como você.

viaCuidado com o que Posta!.

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Inspiração boa, muito boa.

Lembrando aqui da homenagem à Sandra Annemberg no Faustão deste domingo. Essa menina é uma Agente da Esperança nos moldes de Ronaldo de Oliveira. Todo mundo tinha que aprender a ser gente como ela. Já era fã do visual e da articulação profissional. Depois de saber como ela é gente de verdade – no sentido bom de ser gente – eu penso que tenho que me aproximar ainda muito mais de Deus para conseguir ser metade disso que ela representa. E, vamos combinar, que casamento é aquele? Nem parece ser de verdade, de tão encantado. Parece mais algo tirado de livros de contos de fada. Eu achava que tava bem, mas depois daquilo, descobri que estou muito, muito longe… e agora estou feliz demais por saber que é possível. Mas, frustrada por saber que ainda não cheguei lá.

http://globotv.globo.com/rede-globo/domingao-do-faustao/t/programa/v/sandra-annerberg-fala-sobre-o-melhores-do-ano-e-cai-no-arquivo-confidencial/2464955/

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