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Archive for the ‘família’ Category

Estou começando a ficar cansada de ver mulheres gritando que a gente tem que ser dura, que tem que tratar mal, que não pode ser boazinha, que não pode abrir o coração pra homem nenhum, porque homem não presta. Estou exausta de ouvir que homem gosta de mulher que pisa. Eu não aguentaria um relacionamento assim, onde eu não posso ser eu, onde eu teria que mudar a minha natureza e me transformar em uma pessoa amarga, sempre na defensiva, fazer meu coração petrificar de medo. Já me basta o desafio de resolver os problemas da vida do tipo contas a pagar. Melhor viver sozinha do que ter a companhia de um homem que, para ficar comigo, precise ser mal tratado.

Não. Eu não aceito ser maltratada, e menos ainda vou mergulhar nessa loucura de maus tratos. Que história é essa de que uma relação de amor, para dar certo, tem que ter alguém sendo humilhado?

abelaeaferaNão. Eu me recuso a embarcar nessa. Para mim, um relacionamento tem que ser o oásis da vida nesse mundo tão cruel. Tem que ser uma união para que juntos possamos resolver os problemas, consolar um ao outro da maldade de terceiros, e não um se transformar no problema e na dor do outro. Não. Não vou virar uma mulher difícil, com coração de pedra, amarga, e fazendo coisas nada espontâneas… com medo de ser feliz.

E aconselho a mulherada a parar com essa neurose coletiva de tratar mau os homens. Vocês estão estragando os homens bons agindo desse jeito. Eles acabam ficando traumatizados e mergulham nessa loucura de que mulher não presta, que mulher não gosta de carinho… O que será das relações futuras se todo mundo se permitir estragar desse jeito?

Eu me recuso a ficar quebrada. Tudo nessa vida tem concerto. Tudo passa. Até a dor de um amor desastroso. Tenho dito!

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– Mãe, se você fizer pipoca pra mim eu compro aquele colar da coruja que você gostou ontem e não tinha dinheiro pra comprar. Se você não me der pipoca, eu não vou comprar. Qual você escolhe? Ganhar ou não ganhar o colar da coruja? Hein, mamãe? Qual você escolhe?
(eu seguro a risada com todas as minhas forças e falo que estou pensando)
– Você tá me enrolando (apontando o dedinho na minha cara). Você tem que escolher o que você quer. Quer ganhar o colar, ou não? Eu juro que eu compro, mas só se você me der pipoca. Qual você escolhe?

Então me veio o insight:
– Eu adoraria ganhar aquele colar da coruja (que vimos ontem no terminal João Dias, lindo). Mas eu não posso te dar pipoca no lugar do almoço. A mamãe já falou pra você que se você não almoçar direito, vai ficar doente. E se eu deixo você sem almoçar, eu não vou ser uma boa mãe. Então, eu escolhi ser uma boa mãe. Por isso, você precisa escolher duas coisas: almoçar direitinho e ganhar pipoca com suquinho no lanche da tarde, ou ficar sem almoçar e sem pipoca com suquinho no lanche da tarde? Qual você escolhe?
– Ganhar pipoca com suquinho no lanche da tarde.
– Ótimo. Maravilha. E você escolhe crescer forte e com saúde, ou ficar fraquinha sem energia porque não comeu a comidinha gostosa que a mamãe fez com tanto amor pra você?
– Tá bom, mamãe. Eu vou comer a comidinha com amor.
Cinco colheradas e…
– Mãe, tô de barriga cheia. Agora me dá a pipoca?
– Calma, agora você precisa esperar o almoço fazer a digestão. O lanche da tarde é depois, mais tarde. Pipoca não é sobremesa, você esqueceu?
– Tá bom. Eu espero.
E agora, de lanche da tarde, adivinha? Banana, uva-passa e suco. Esqueceu da pipoca. kkkkkkk
Será que ainda vou ganhar meu colar da coruja?

‪#‎pérolasdalara‬ ‪#‎lentesdeaprendiz‬ ‪#‎comidinha‬ ‪#‎paciência‬ ‪#‎opiniãodecriança‬‪#‎escolhas‬ ‪#‎omundopodesermelhor‬

Ah, em tempo, essa coisa de prometer presente em troca de algo é coisa do pai e da avó. Não endosso essa pedagogia. Mas, entre castigar o comportamento ruim, ainda prefiro premiar o bom comportamento. Mas também não incentivo que isso seja feito sempre. Nem sempre o que fazemos der ruim é castigado na vida, e o que fazemos de bom premiado. E isso vale para as crianças também. Presente toda hora e castigo toda hora é surreal demais. Não existe na vida real.

A propósito, meia hora depois de eu escrever o texto:

Agora ela lembrou da pipoca, e voltou ao tema:
– Mãe, se você fizer pipoca pra mim eu juro que eu compro aquele colar de coruja.
Mas a pipoca só vai sair agora à noite. hehe

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Inspiração boa, muito boa.

Lembrando aqui da homenagem à Sandra Annemberg no Faustão deste domingo. Essa menina é uma Agente da Esperança nos moldes de Ronaldo de Oliveira. Todo mundo tinha que aprender a ser gente como ela. Já era fã do visual e da articulação profissional. Depois de saber como ela é gente de verdade – no sentido bom de ser gente – eu penso que tenho que me aproximar ainda muito mais de Deus para conseguir ser metade disso que ela representa. E, vamos combinar, que casamento é aquele? Nem parece ser de verdade, de tão encantado. Parece mais algo tirado de livros de contos de fada. Eu achava que tava bem, mas depois daquilo, descobri que estou muito, muito longe… e agora estou feliz demais por saber que é possível. Mas, frustrada por saber que ainda não cheguei lá.

http://globotv.globo.com/rede-globo/domingao-do-faustao/t/programa/v/sandra-annerberg-fala-sobre-o-melhores-do-ano-e-cai-no-arquivo-confidencial/2464955/

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Débora e Lara

Débora e Lara: eu e minha filhota!!!

Feliz Dia das Mães a todas as mamães de verdade! Àquelas que se dedicam, que sabem ouvir, que conseguem conter seus instintos assassinos e violentos para não ferir o coração dos filhos.

Feliz Dia das Mães aos pais que precisam e conseguem desempenhar também este papel.

Feliz Dia das Mães àquelas que sempre apresentam uma palavra de consolo, um colinho aconchegante, um papá gostosinho e saudável, uma historinha todas as noites, muita música e brincadeira todos os dias.

Feliz Dia das Mães àquelas que são mães de coração, mesmo que não o sejam de útero.

Feliz Dia das Mães às que conquistam o coração de seus filhos, e que se tornam mais que amigas: mães de verdade.

Feliz Dia das Mães àquelas que conseguem inculcar no coração dos filhos o temor de Deus, enchendo o coraçãozinho de amor.

Feliz Dia das Mães àquelas cujas filhas dizem: “quero ser igual à mamãe quando crescer!”

Feliz Dia das Mães àquelas que pensam nos filhos sempre em primeiro lugar, mas que também não se esquecem de si mesmas.

FELIZ DIA DAS MÃES!

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Lara na televisão – SBT Brasil

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palmadaEu não consigo entender as pessoas que agradecem os pais que lhes bateram, dizendo ter sido melhor apanhar deles do que da polícia.

Eu não agradeço as palmadas, nem as chineladas, nem as cintadas, nem os castigos que recebi (de joelhos). Não me tornaram uma pessoa melhor. Não me deram nada de bom. Eu não teria me tornado uma criminosa se não tivesse apanhado. Muito pelo contrário –  hoje tenho que lutar contra os impulsos violentos de reprodução de comportamento dos pais.

Eu não mudei nenhum comportamento por causa das palmadas. Não parei de fazer o que achavam que não devia. Não mudei de opinião. E fui uma boa garota.

Apanhei pouco. Dá pra contar nos dedos das mãos. Mas me lembro que uma simples conversa e compreensão seriam suficientes.

Eu entendo que a Lei da Palmada, na verdade, tem o objetivo de coibir espancamentos que sempre começam com um tapa. Em poder de quem tem tendência à violência, o tapa pode dar origem a uma avalanche.

Quem pode ser corrigido com um tapa, também pode ser corrigido com uma conversa ou com o cantinho da disciplina “à lá reallity show Supernanny”.

O tapa é totalmente desnecessário. E perigoso. Assim como gritos, berros, e outras coisas que só servem para deseducar. Prova disso é que a geração que cresceu apanhando não fez diminuir a criminalidade. O que educa é estudo e bom exemplo.

Não adianta justificar dizendo que palmada é repreensão, pois vem acompanhada de agressão física. Repreensão, sim. Agressão, não. Mesmo a verbal ou psicológica. A repreensão jamais deve vir acompanhada da agressão. Isso desvirtua os relacionamentos afetivos. Confunde… faz achar que quando amamos e somos amados devemos aceitar a violência e a pessoa deve também aceitar nossos impulsos de fúria.

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Na semana passada a Lara conheceu as torradinhas Bauducco, com requeijão. Delícia. Ela lambe o requeijão e pede mais, gritando:” Esse! Esse! Qué, qué!!! Qué, Qué!!.” OK. Então, na tentativa de fazer que ela comesse a torrada, e não só o requeijão, dei a torrada sem nada. Ela ficou olhando, olhou dos dois lados, me olhou com uma cara de: “mamãe, você não esqueceu nada?” E saiu. Foi até a geladeira e ficou tentando abrir a porta (ela ainda não consegue), gritando: “Qué, qué! Qué, qué!” Eu não aguentei. Abri a porta e ela logo apontou pro copo de requeijão: “Esse! Esse!”. Um ano e seis meses. Eu não me aguento. É muita esperteza pra pouca idade.

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Edson Fleischer e Carmo Dalla Vecchia

Você conhece bem o seu noivo? A namorada? Seu melhor amigo? Sabe de todas as suas manias, defeitos e qualidades?

Para de mentir. A menos que morem juntos por pelo menos um mês, ou até mais que isso, não pode dizer se realmente conhece, gosta ou suporta o pacote inteiro.

Ontem à noite assisti uma peça muito boa que me fez confirmar o que eu já sabia. Ninguém conhece ninguém até comer um quilo se sal juntos. E ninguém come um quilo de sal tão rápido assim.

Quem curte uma boa peça de teatro, está em cartaz até o dia 27/11, no Teatro das Artes, Shopping Eldorado, “Estranho Casal”, com Carmo Dalla Vecchia (Rei Augusto de Cordel Encantado – ainda de cabelão) e Edson Fleischer (advogado da Nathalie Lamour – Insensato Coração). Mas não é dueto (há outros personagens), não tem palavrão, nem gay – nada que precise de censura. A peça é muito bacana e mostra como as coisas do cotidiano podem minar uma relação. Ótima direção de Neil Simon… e atuação dos protagonistas muito mais interessante do que nas novelas.

O cartaz diz que a temporada popular tem ingressos a partir de R$20 mas tá errado. É só a meia entrada. Ingressos inteiros a partir de R$ 40.

A peça mostra a diferença entre namoro e casamento. Encontrar a pessoa uma vez por semana… por algumas horas… é bem diferente do convívio diário. É aí que a gente descobre suas loucuras, neuras, manias… coisas irritantes. Não dá pra conhecer alguém de verdade se você não morar com essa pessoa.

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– A tia Fê parece que não me conhece mais.

– Por quê?

– Porque eu falo e ela não me entende.

(pausa/silêncio)

– Ela não fala mais comigo. Eu entro no carro e ela não fala comigo. Entro na casa dela e ela não fala comigo. Eu não sei porque que ela não fala mais comigo.

……………

– Tia Dé, eu gosto tanto de ficar com você!

…………..

– Tia Dé, eu tô falando baxinho?

– Tá sim, parabéns?

– Ah, que bom, porque eu não sei falar baixo, mas tú não gosta que fica falando alto, né? Mas quando eu fô gandinha eu vô apendê.

– Mas você já tá falando baixinho, tá bom assim. Parabéns!

(Sorriso de satisfação).

…………..

– Tia Dé, eu queria tanto vim pá cá pá São Paulo, mas tava demorando tanto! Mas agora eu tô aqui!

– E você tá gostando?

– Tô, poque eu tava com saudade!

…….

– Quando o Miguel nascê, eu vô ensina pá ele sê obediente e não fazê coisa errada.

…….

– Seu pai qué que você vá embora amanhã, Raquel.

– Mas eu não quero ih embora! Fala pá ele qui eu quero ficar mais aqui em São Paulo!

……

– Ah, eu tava com saudade desse chero de São Paulo!

……

(sobre o corredor do meu apto).

– Nossa, eu tô sentindo um chero. Ah, é igual o chero da minha casa!

– E sua casa é fedorenta desse jeito?

– É. Minha casa é bem fedorenta.

……..

– Vó, poquê você não deixa eu fazê tudo que eu quero igual a minha mãe?

…….

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