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Archive for the ‘livro’ Category

Saí de casa 6h da manhã e ainda estava escuro. Nem consegui fazer a leitura diária que faço no ponto de ônibus. Passei os 15 minutos de espera do ônibus meditando. Até que foi interessante. Na faculdade foi uma loucura.

No trem, ouvi um papo legal de um senhor cabeça branca e blusa vermelha. Depois do anúncio de que pedir esmolas era atividade ilegal e que não deveríamos incentivar, ele começou a dizer que não via problema em pedir dinheiro – que o cara até podia ganhar uma graninha e que a gente só dava se queria. “Mas é melhor mesmo quem vende. Naqueles dias de calor, a criança morrendo de sede e passa o cara vendendo água. É bom. Não devia ser proibido. E o cara tá correndo atrás, não tá pedindo esmola.” 

Me deu vontade de entrar na conversa e concordar. Vender acho que pode. Pedir esmolas já é mais constrangedor.

Mas não pude deixar de continuar atenta à conversa. De repente começaram a falar do Lula, da Crise…. “No Brasil a crise não tá tão feia como lá fora. Tudo bem que aqui algumas pessoas se deram mal, mas lá fora tá muito pior. O que tem de gente voltando pro Brasil. E o Lula tá lá, veio mostrar a que veio. Eu sou véio, tenho 65 anos. Eu posso dizer quem foi presidente bom e quem foi ruim. E o Lula batalhou e chegou lá. Ele é um exemplo.” 

É, sabendo que o cara tem 65 anos, quem sou eu para emitir uma opinião de comparação entre os presidentes? Quando o Tancredo Neves morreu eu tinha 6 anos de idade.

Cara, demorei 1h20 de casa até a faculdade. É muito tempo para ficar pensando, lendo ou ouvindo conversas alheias. haha

No retorno, encontrei uma colega de classe de outra faculdade, a Gisele Camargo. Garota linda, talentosa, inteligente. Ficamos falando das deficiências das universidades e o mercado de trabalho, da falsidade dos colegas de trabalho, da incompetência dos chefes…. hahaha – foi bom encontrá-la.

Esqueci de mencionar que retirei na biblioteca o livro Luz, Câmera, Ação. Comecei a ler e me pareceu ser aquele tipo de leitura artística. Palavras dispostas de forma tão deliciosa para ler, que vou devorar o livro. Depois conto mais detalhes sobre o autor.

Agora, algo me chocou antes de chegar no terminal Capelinha. À minha direita, duas irmãs morenas, lindas, sozinhas no banco. Com uma mochila de carrinho rosa, fedidas que ardia a alma. descabeladas, imundas como mendigas. E lindas. Deu vontade de pegar a menorzinha pra criar. Elas cantavam, brigavam, riam…. e, de repente, chamam o pai para descer porque está chegando. O sujeito estava dormindo no banco à minha frente, também imundo e fedorento. E as garotas disseram pra ele que tinham que comprar lápis de cor para fazer a lição. 

Eu fiquei sem entender. Elas estudavam? Moravam na rua? Na favela? Porque estavam tão imundas e sem cuidados básicos? Fediam aqueles caras que se mijam e assim ficam por semanas e meses.

E elas eram lindas. Bem poderiam estar na capa de uma revista, ou quem sabe, no Pergunta pra Maysa.

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Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.

 

Eu fiz, no link http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml 

Resultado
Foto: Divulgação
“O alquimista”, de Paulo Coelho
Há alguém no seu bairro, na sua empresa ou mesmo na região que não te conheça? Bem, podem não te conhecer pessoalmente, mas já ouviram falar de você com certeza. Popular e carismático, você está para as pessoas ao seu redor o que os best-sellers estão para os leitores: todo mundo conhece, a maioria gosta e/ou admira, mas alguns torcem o nariz devido ao seu excesso de popularidade, ou, é preciso dizer, de superficialidade mesmo. Afinal, essa personalidade que agrada a todos pode ter um quê de falta de personalidade, não é não? Bem, de toda forma, você não se importa com isso. O que importa é compartilhar a sua experiência de vida – mística ou não – e atrair admiradores.
“O alquimista” (1988) é, possivelmente, a mais conhecida das obras de Paulo Coelho, o mago das vendas em livrarias brasileiras e internacionais. Fenômeno de popularidade, já vendeu quase 38 milhões de cópias em todo o mundo e foi publicado em cerca de 140 países. E, claro, ocupa a cabeceira de muita gente em busca de autoconhecimento e entretenimento esotérico.

 

Meu Resultado

“O alquimista”, de Paulo Coelho

Há alguém no seu bairro, na sua empresa ou mesmo na região que não te conheça? Bem, podem não te conhecer pessoalmente, mas já ouviram falar de você com certeza. Popular e carismático, você está para as pessoas ao seu redor o que os best-sellers estão para os leitores: todo mundo conhece, a maioria gosta e/ou admira, mas alguns torcem o nariz devido ao seu excesso de popularidade, ou, é preciso dizer, de superficialidade mesmo. Afinal, essa personalidade que agrada a todos pode ter um quê de falta de personalidade, não é não? Bem, de toda forma, você não se importa com isso. O que importa é compartilhar a sua experiência de vida – mística ou não – e atrair admiradores.

“O alquimista” (1988) é, possivelmente, a mais conhecida das obras de Paulo Coelho, o mago das vendas em livrarias brasileiras e internacionais. Fenômeno de popularidade, já vendeu quase 38 milhões de cópias em todo o mundo e foi publicado em cerca de 140 países. E, claro, ocupa a cabeceira de muita gente em busca de autoconhecimento e entretenimento esotérico.

Minhas Considerações:

Concordo com o resultado… embora nunca tenha lido esse livro e tenha convicções religiosas contra o misticismo e ocultismo – embora ache fascinante. O teste é reflexivo. Tem que pensar bem e fazer uma autoanálise antes de escolher as alternativas. Bem interessante.

 

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