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Archive for the ‘Pessoal’ Category

Paula Serman – @belezacura

Transcrição da live de 11/03/2019 (@debcaroli)

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Há muita dúvida e muito equivoco em torno desse assunto. A modéstia é uma virtude. Uma virtude é um bom hábito que faz que a gente incorpore uma característica muito boa que vai nos ajudar, ajudar nos outros, nos fazer pessoas melhores. Existe uma hierarquia de virtudes. O principal é a caridade, o amor, a entrega, a generosidade, que nos faz sair de nós mesmos e, em última análise, darmos a vida pelo outro. Sendo mais concreta, é o que faz a gente fazer o bem, faz a gente sair da nossa casa e ir ajudar uma amiga mesmo sem ter vontade. É o que faz a gente se preocupar com a felicidade do outro.

A modéstia é uma virtude que está muito associada ao pudor e faz parte do cortejo da castidade que faz parte do cortejo da temperança. Por isso eu disse, existe uma hierarquia desses bons hábitos e todos os outros hábitos corroboram para o desenvolvimento desse hábito mais importante e vai fazer que a gente seja de fato mais caridosa e aprender de fato a amar.

Caridade não é só ajudar os pobres.

Como a gente vive dessa forma concreta, na prática, a castidade? Ela é uma virtude que nos ajuda a amar com o corpo e com a alma. Nós somos corpo e alma e essas duas dimensões são indissociáveis. Não existe agora estou amando com o corpo e agora estou amando com a alma. A nossa humanidade nos exige amar com essas duas dimensões, a castidade nos ajuda a amar com o corpo e com a alma, com o coração inteiro, de acordo com o estágio de vida. Se eu vou casar, se vou ficar solteira, se tenho vocação religiosa. É viver o ápice da demonstração do amor, que é o ato sexual, dentro da sua dignidade.

É importante entendermos essa dignidade que o nosso corpo tem. Um exemplo médico: temos órgãos nobres: cérebro, rim, coração.  Eles são órgãos muito protegidos. Temos a pele, a gordurinha, a camada muscular, uma proteção óssea, proteção de membrana… Eles estão muito protegidos. Pra gente alcançar esses órgãos nobres, a gente passa por várias camadas. Se a gente ferir esses órgãos, vamos ser prejudicados. O próprio corpo humano nos ensina que o que é nobre tem que ser bem guardadinho. Se o coração fosse exposto? Poderia romper uma artéria… Ferir seriamente…

Outro exemplo é: a gente não anda com o que a gente acha importante por aí. Hoje em dia todo mundo tem celular, eu trabalho com o celular. Se alguém roubar meu celular vai me causar um baita prejuízo. Se eu sair por aqui com o celular mostrando pra todo mundo, vão me roubar. Se eu trato com cuidado, se eu protejo, se eu guardo um celular, eu tenho que guardar o que há de muito importante que é o meu interior. A nossa interioridade, que em tese nós conhecemos mais do que qualquer pessoa, a gente só entrega pra quem realmente vai receber com cuidado, com delicadeza, com a importância daquilo. Nosso interior fala dos nossos desejos, sonhos…. e através da nossa corporeidade, da nossa aparência, da nossa roupa, nosso jeito de se apresentar, nossa aparência externa, vamos falar do nosso interior. Algumas partes do nosso corpo fala da nossa interioridade. Isso não é religioso. É parte da antropologia humana, é uma exigência do ser humano. Essa voz que nos pede que a gente guarde isso, às vezes fica embotada, ás vezes nossa sensibilidade está comprometida, e a gente acaba expondo demais o nosso corpo sem confiança, a gente entrega o meu interior quando mostra excessivamente o meu corpo. Eu não estou nem sabendo. A gente está esparramada. A gente está ali com o coração exposto, com tudo à mostra. Com o risco de entrar uma bactéria… na nossa afetividade. É importante a gente aprender essa dignidade do nosso corpo. Entender que corpo e alma andam juntos. E a gente mostra isso através da nossa aparência.

A mulher, em relação ao homem, tem características bem próprias em termos corporais e psicológicos, que fazem que ela esteja mais exposta. O funcionamento da mulher é diferente. Quando ela se expõe demais acaba despertando determinados sentimentos no homem, impulsos que podem confundir.

É importante entender que quando a gente entende a importância da nossa aparência, do nosso interior, quando a gente entende que com a forma que a gente se apresenta a gente mostra quem a gente é, a gente mostra nossa capacidade de amar através da nossa aparência. A gente vai começar a usar nossa imagem não para constranger os outros, não para violentar, não pra chocar, não pra atrair de forma leviana. A gente vai usar nossa imagem pra agradar, pra elevar, pra trazer uma sensação gostosa, um conforto para a vida dos outros, para agradar nosso Criador, e pra no agradar, pra ter esse amor próprio saudável.

A consequência disso é muito boa pra tudo. Comecem a perceber isso. Você não entende por que ficar falando que “shortinho, decote, que coisa careta”! Isso não tem nada de careta. Isso tem um fundamento muito bonito. Percebam que o pano de fundo de tudo isso é o amor. A gente só tem esse cuidado quando a gente ama, quando a gente quer amar de verdade. Isso é fruto e consequência. Tem como consequência o amor e tem como fruto o desejo de amar.

Quando a gente se veste bem, tem essa decência e elegância, é por amor e não por medo. Não é por medo do amor, medo do mundo, não é por obediência servil, apontar o dedo pros outros, não é por soberba, não é por necessidade de criar um grupinho. Não. A gente faz isso por amor. Cuidar da nossa dignidade não é fugir da vida. Pelo contrário, quando a gente aprende a amar de verdade a gente se abre pros outros. O nosso coração se dilata, engrandece, a gente se torna pessoas magnânimas, com grandeza pelos outros. A gente tem esse pano de fundo essa retidão de intenção. Só vive essa virtude da modéstia quem está vivendo e quer viver o amor, quem quer realmente tratar o próprio corpo, a si mesmo e o outro com delicadeza, cuidado, respeito, sem fugir, sem se esconder. É uma virtude muito própria de quem é apaixonado pela beleza, de quem está atento ao outro. É tão bonito, mas tem que ser uma atitude do coração.

Existem muitas seguidoras que falam que começaram a viver a modéstia… uma virtude se vive com naturalidade. Não é com uma forma esquisita, afetada, não é ficar mostrando pra todo mundo “oi, gente, tô vivendo a modéstia, tá bem? Como é que vc tá?”… isso é tosco. Viver uma pretensa modéstia dessa forma, porque isso não é virtude, é tão grave quanto a livre hiper exposição do corpo de uma forma leviana. É tão grave quando, porque isso cria uma legião de gente estranha, esquisita, amedrontada, com nojinho das pessoas, com medinho dos outros. Que coisa ridícula isso. Tem gente que é muito vítima de outras pessoas que talvez também sejam vítimas, que não entende nada…. eu não sei o grau de má intenção… Eu não estou aqui pra julgar… Muita gente tem boa intenção mas a gente precisa entender que o inferno também está cheio de boa intenção.

A gente pode muito bem se vestir bem, sermos modernas, sermos atraentes, até porque a virtude é bonita e atraente. A beleza está alinhada com a bondade e a verdade. Bondade, beleza e verdade transcendentais do ser. Não tem como desvincular uma coisa que é bonita da beleza. Vira uma coisa tosca, esquisita, feia, que faz mal, que corrompe. É importante a gente ter muita noção disso.

As próprias seguidoras falam comigo que agora estão vivendo a modéstia “mas estou me achando muito esquisita”. Óbvio, você não está vivendo a modéstia verdadeira. Você tá vivendo um treco esquisito, um negócio que te falaram que você não tá entendendo o que é. Quando a gente tem uma mudança de vida a gente vai entendendo muitas coisas aos poucos. Não é uma obediência servil, é uma obediência por amor, é uma confiança em Deus, a gente precisa ter guias sensatos. A nossa mudança para melhor exigem um leve sacrifício e desconforto, mas desconfie se essa mudança de vida te atormenta, se tira a sua paz… isso não tá legal, tá esquisito…

Se eu tenho o propósito de atrair a pessoa para o bem, eu tenho que estar bonita. Quem vai querer imitar a outra se está uma mocoronga, uma brega, isso é é desvirtuar, é feio. Não é virtude. Quando a gente tem boa intenção, exige que a gente se controle… não é pra ser estranho, esdrúxulo. Você que lê a Bíblia, já viu Jesus sendo esquisito? Ele estava lá na galera do pecado, mas não ficava gritando ah, vc não tá vivendo a modéstia. Primeiro ele amava, fazia a pessoa se sentir tão digna, que naturalmente existia uma entrega do coração da pessoa, que acontecia na entrega da corporeidade.

Isso não é religioso, é uma atitude humana. Uma pessoa sensata, boa, que tem retidão de coração, mesmo que não tenha nenhuma religião, ela vai chegar a essa conclusão. É um erro a gente reduzir uma virtude a uma saia midi que não fica bem em todo mundo. Agora, vc vai enfeiar a pessoa para que ela possa se converter? Daqui há pouco ela vai embora. Não é por aí que a banda toca. Quer usar saia midi, usa. Mas uma virtude não é reduzida ao endeusamento da saia midi, da roupa mequetrefe…. Não é possível que estejam fazendo isso com as pessoas. Fica uma coisa que não dá nem vontade de olhar. Eu tenho pena dos maridos.

O estio sexy, os elementos sexy, devem ser usados de forma sutil e estratégica no momento certo para a mulher que é casada, para a que quer arrumar um namorado, porque ele mostra um pouco de abertura para o relacionamento. É diferente de ter um comportamento esquisito, não consegue nem dar oi. É uma afetação porque entra na missa, deita no chão quase… caracas… cada um tem sua forma de viver a fé, uma espiritualidade. Dentro da própria igreja católica, não interessa, qualquer coisa que é boa, que é virtude, que é normal… Oi, gente, eu ô vivendo a fortaleza… a virtude da generosidade… por isso eu tô aqui fazendo essa live pra vcs… isso é muito hipócrita, soberbo, parece um fariseu. Viver uma virtude, quando a gente entende que é importante ajudar as pessoas… ajuda a gente a viver nossa dignidade, nossa afetividade, ajuda no ambiente profissional, familiar, não constrange quem tá perto de mim, não torna o ambiente leviano, não constrange aquele meu colega de trabalho, ele não vai achar que eu tô dando mole pra ele porque eu tô com um decotão… shortinho, decote, usa lá com seu marido… entre quatro paredes.

Mas vamos endireitar o pensamento. Quem quer usar véu usa. A questão é reduzir uma virtude, uma coisa que é boa, a determinados hábitos que são legalista, isso não é viver a caridade a gente excluir as pessoas do culto religioso… a gente pode orientar que certos ambientes exigem um certo decoro, determinadas peças não são adequadas… agora, não poder entrar porque tá de calça? Se tivesse de calcinha, mas é uma calça! Isso é um absurdo, fere demais a misericórdia, a nossa capacidade de olhar por outro e mesmo que acha que está fazendo algo errado a gente acolhe. Será que o caminho é esse? Vamos refletir.

Eu sou a primeira a falar que a exposição não é legal, mas também sou a primeira a falar que a virtude é bonita, ela permeia a nossa vida, a gente insere a beleza de uma maneira muito natural. Vai lá e ajuda a amiga a se sentir linda e maravilhosa. É nosso dever ser transmissor e multiplicador da beleza, sem afetação, com naturalidade e sobretudo com amor, vivendo de verdade esse desejo de fazer o outro feliz, ter esse coração magnânimo, grande, dilatado, que faz a gente esquecer da gente mesmo e olhar por outro.

Se tem uma amiga minha que eu acho que não tá se vestindo bem, eu acho que pode se vestir melhor, que está causando uma má impressão com a imagem por hiper exposição, onde, é de bom tom que deu converse, que eu dê um toque… mas antes você tem que ser muito amiga dela, querer o bem dela de verdade, porque se não vai ser o quê? Uma lição de moral pra você ser a maneirona, pra você se sentir bem? Você tem que ser amiga dela até o fim.

Observação: O link da live já está no disponível no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=pVfdFZMm-ZQ&feature=share.

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Sabe aquele momento que você perdeu algo e precisa refazer os passos desde a última vez que se lembra ter o objeto na mão, para ver se consegue encontrar o que perdeu?

Ano: Agosto de 2006
Lazer: Leitura, leitura e leitura
Comunicação: Celular em formato de bolacha de maisena (meu primeiro aparelho). Cada torpedo custava R$ 0,40 e o minuto de ligação era R$ 1,38 – debcaroli-quartoou seja, só para emergências.
Sem notebook, sem computador em casa, sem internet, sem TV a cabo, minha vida era só ler, ler e ler e trabalhar.
E foi nesse momento que tudo mudou. Perdi algo importante. Mas ganhei outras coisas que pareciam interessantes. E só hoje eu me dei conta do que perdi e do que ganhei. E só hoje me dei conta que eu quero de volta o que perdi naquele momento, quando resolvi aceitar as outras coisas brilhantes que piscavam diante de mim e me permiti distrair do que estava perdendo… sem me dar conta… Só hoje eu consigo ter consciência de que o que eu ganhei foi vaidade, no sentido puro e concreto detalhado por Salomão em Eclesiastes. E agora não me serve para nada. Não era importante, embora parecesse interessante. Não tem serventia, embora parecesse progresso. Não tem mais progresso, embora parecesse liberdade. Não tem liberdade, pois já virou hábito/comportamento sem sentido. Não é adulto, embora parecesse independência e personalidade.
E agora, agora a jornada é longa. Não de retorno, porque o tempo não volta. Mas de busca, deixando para trás o que não me leva pra frente.
Em meio ao caos, encontro a ordem. Em meio à angústia, reencontro minha essência.

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Logo Eu

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Namore alguém que desperte o teu riso fácil, alguém que ame o teu jeito bagunçado e que se importe com o que você sente. Alguém que não dê as costas para a sua dor e que te acolha mesmo não entendendo os seus porquês. Namore alguém que seja teu amigo, que goste da tua risada escandalosa e que veja graça nas suas piadas sem graça.

Namore alguém que emocionalmente te ame por inteiro, sem desculpas. Alguém que deixe os “e se” de lado e queira viver uma história ao seu lado.

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Estou começando a ficar cansada de ver mulheres gritando que a gente tem que ser dura, que tem que tratar mal, que não pode ser boazinha, que não pode abrir o coração pra homem nenhum, porque homem não presta. Estou exausta de ouvir que homem gosta de mulher que pisa. Eu não aguentaria um relacionamento assim, onde eu não posso ser eu, onde eu teria que mudar a minha natureza e me transformar em uma pessoa amarga, sempre na defensiva, fazer meu coração petrificar de medo. Já me basta o desafio de resolver os problemas da vida do tipo contas a pagar. Melhor viver sozinha do que ter a companhia de um homem que, para ficar comigo, precise ser mal tratado.

Não. Eu não aceito ser maltratada, e menos ainda vou mergulhar nessa loucura de maus tratos. Que história é essa de que uma relação de amor, para dar certo, tem que ter alguém sendo humilhado?

abelaeaferaNão. Eu me recuso a embarcar nessa. Para mim, um relacionamento tem que ser o oásis da vida nesse mundo tão cruel. Tem que ser uma união para que juntos possamos resolver os problemas, consolar um ao outro da maldade de terceiros, e não um se transformar no problema e na dor do outro. Não. Não vou virar uma mulher difícil, com coração de pedra, amarga, e fazendo coisas nada espontâneas… com medo de ser feliz.

E aconselho a mulherada a parar com essa neurose coletiva de tratar mau os homens. Vocês estão estragando os homens bons agindo desse jeito. Eles acabam ficando traumatizados e mergulham nessa loucura de que mulher não presta, que mulher não gosta de carinho… O que será das relações futuras se todo mundo se permitir estragar desse jeito?

Eu me recuso a ficar quebrada. Tudo nessa vida tem concerto. Tudo passa. Até a dor de um amor desastroso. Tenho dito!

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Ah, vida. Você gosta de brincar comigo, né? Testar meus limites, pregar peças, pegadinhas, e me colocar em labirintos que nem eu acredito que consegui sair. Você adora me colocar em provas de sobrevivência na floresta das emoções, no deserto do amor, no pantanal da ansiedade. Tudo bem que eu curto um desafio, gosto de saber o que eu aguento e o que eu não aguento. Resiliência. Sei que você tá me ensinando ser resiliente. Fortalecendo minha capacidade de adaptação. Me mostrando os limites que valem a pena serem ultrapassados e aqueles que são estritamente necessários manter exatamente onde estão. Não, não preciso me adaptar a tudo. Não, não preciso suportar tudo.

Mas que mania você tem de me levar pro céu pra depois me derrubar no inferno. E que mania eu tenho de me jogar da cachoeira e me quebrar toda na pedra rasa. Isso você não me ensina, né? Não me ensina enxergar a pedra nem pular longe o bastante para não me espatifar. Beleza. Sou autodidata. Vou aprender saltar da cachoeira sozinha também, sem quase me matar.

fb_img_1438543083787_19621008904_oAh, vida! Como você é dolorida. E como você é cheia de prazer. Como você consegue ser entediante, às vezes. Mas que delícia são as boas emoções que nos pegam de surpresa. O calafrio na espinha, o frio na barriga, a gargalhada que vem lá de um lugar que nem sei o nome. Mas também tem aquele choro que vem da alma rasgada. E tem aquela dor de amor que esmaga cada célula, uma a uma. Disso você não me protege, né? Ok, ok. Eu que sou teimosa, já entendi. Mas é porque eu te amo, vida. Eu amo todas as suas faces. Eu quero tudo de você. Todas as suas maluquices. Todas as surpresas – as boas e as detestáveis.

Amo descobrir novos horizontes, mas amo igualmente visitar os lugares inesquecíveis que moldaram meu caráter e personalidade. Alguns, eu tenho vontade de demolir com um martelo e tacar fogo. São lembranças que machucam, momentos que impregnaram em mim reações que eu não gosto de ter. Outros, eu gostaria que fossem móveis e portáteis para levar comigo aonde quer que eu for. Mas faço isso com a magia da memória – onde o tempo e o espaço não têm poder algum.

Mas vamos combinar, vida, que já deu de treino de resiliência, não acha? Será que podemos tirar uma licença desse treino? Podemos treinar outra coisa? Por exemplo, como não deixar a felicidade escapar? Ou que tal, como identificar se aquele caminho vai me levar pra onde eu realmente desejo ir? Ah, e o que acha de me tornar especialista em identificar quem merece o meu amor, afeto e dedicação – alguém que realmente queira essas coisas? Rola algo nesse sentido? Eu ficaria muito grata!

Não, eu não tô reclamando. Só tô dando umas dicas pra nossa relação melhorar um pouco – afinal, ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje, é a nossa meta, certo? Então, beleza. Era só isso. Fico no aguardo! Cheia de disposição para conhecer o seu outro lado. Quero mais de você! Quero mais você! Quero tudo! Todo o prazer e toda a dor de viver… porque eu só não suporto viver sem amar, pois já aprendi que só o amor rompe qualquer barreira.

‪#‎amor‬ ‪#‎vida‬ ‪#‎love‬ ‪#‎life‬ ‪#‎reflexão‬ ‪#‎diálogo‬ ‪#‎praserfeliz‬ ‪#‎tamojunto‬‪#‎totalmentedemais‬ ‪#‎resiliência‬ ‪#‎desafio‬ ‪#‎inlove‬ ‪#‎vamoscombinar‬ ‪#‎treino‬‪#‎sobrevivência‬ ‪#‎felicidade‬ ‪#‎rola‬ ‪#‎prontofalei‬ ‪#‎rompendobarreiras‬‪#‎labirinto‬ ‪#‎poder‬ ‪#‎dor‬ ‪#‎vaiquecola‬ ‪#‎disposição‬ ‪#‎querovocê‬

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Quando a gente entende um objeto, conhece sua história, o porquê de cada material que o compõe, a complexidade de sua fabricação, e sua dinâmica física e funcional, esse objeto ganha um outro olhar. Você vê uma bolinha de tênis e não tem noção de como é complexa sua fabricação. São muitos os processos até que a bolinha esteja nas prateleiras da seção de esportes das lojas – e eu não fazia ideia até hoje à tarde. E tem um motivo muito específico para que sua superfície seja envolvida pelo feltro: gerar mais atrito com o ar para que o atleta tenha maior controle sobre a bola. E isso ocorre porque a cerda do feltro se levanta e diminui a velocidade da bola no ar. Mas antes disso tem o recorte do feltro, a cola, a pressão, o vapor, a feltração, a embalagem…. isso falando só dos processos principais. Envolve muita gente trabalhando e uma tecnologia incrível. Depois de assistir o vídeo que mostra como é feita a bola de tênis, no Theatre Discovery, nunca mais serei capaz de olhar pra uma do mesmo jeito. E fiquei pensando: A alienação do “como” e do “porquê” nos impede de dar o devido valor às coisas – quanto mais às pessoas.

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Mas quando você consegue desacelerar o interesse em você mesmo e para para olhar alguém, conhecer a história dessa pessoa, saber do que ela foi feita, quais foram os fatos marcantes de sua vida, como ela funciona, quais as nuances de sua personalidade e tipo de comportamento, o que ela gosta ou não gosta e porquê… a´algo incrível acontece. Seu olhar sobre a pessoa muda. E você muda junto, porque é no encontro com o outro que a transformação acontece. Ao entender o outro você também se entende melhor. Ao ter contato com a mente e a alma do outro você também entra em contato com suas próprias questões e sobre como se posiciona diante das novas informações. E isso é transformador, é interativo, é dinâmico e maravilhoso.

Que tal dedicarmos mais tempo para conhecer as pessoas em vez de julgá-las? Saber o que as motiva, o que as traumatiza, suas feridas, suas alegrias, suas inércias, suas virtudes e seus defeitos? Não para julgar com os olhos tiranos do que é certo & errado, mas para conhecer, conectar, amar ou até mesmo odiar – mas com conhecimento verdadeiro e não com julgamento superficial e vulgar.

Ninguém é do jeito que é por acaso, apesar de, geneticamente, nossa forma física ser um mero acidente da natureza somado ao resultado dos traumas físicos e alimentação. Mas por dentro, somos todos forjados com a soma das pessoas que nos cercam e o conteúdo com o qual temos contato.

Cada pessoa tem uma história. E assim como meu olhar sobre a bolinha de tênis mudou no momento em que descobri sua história, talvez seu olhar sobre mim também mude quando descobrir a minha, e o meu sobre você – se me permitir lhe conhecer. Sem julgar pela aparência, sem julgar por um fato isolado, sem hipocrisia, sem complexos de inferioridade ou de superioridade.

Que tal dedicarmos mais tempo a conhecermos uns aos outros e menos tempo no isolamento alienante do preconceito e do julgamento estereotipado encrustado por uma sociedade que mal se conhece a si mesma?

Isso vale pra você também. Que tal se conhecer melhor em vez de se cobrar um perfeccionismo angustiante ou se jogar no precipício da depressão por uma baixa autoestima que só existe porque você não sabe quem você é?

Vamos nos conhecer melhor? E sobretudo, sem reservas e preconceitos solitários que apenas servem para nos transformar em ilhas inóspitas.

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A Bela e a Fera

Assisti pela terceira vez a última versão do clássico da Disney The Beauty and the Best. Até ontem à noite eu pensava que se tratava de uma história de amor que transcende a aparência. Mas então eu notei que se trata de uma história de amor baseada em uma mentira, em promessas não cumpridas que acarretaram uma maldição, criando a fera. E por fim, uma história de síndrome de Estocolmo, quando a pessoa sequestrada se apaixona pelo seu carcereiro porque acaba enxergando certa bondade nele por mantê-la viva. Não é uma historinha de amor além da aparência física.

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Antes de o príncipe ser amaldiçoado e virar Fera, ele se casou com uma mulher que mentia sobre quem era. “Uma ninfa da floresta que pediu para assumir a forma humana para poder experimentar o que os humanos chamam de amor.” Ah, a corça dourada… acabou deixando o príncipe obcecado por caçá-la. Ele prometeu à esposa que iria parar. Ela se descuidou. Ele a matou porque não cumpriu a promessa. Ela morreu porque confiou nele. E porque mentiu sobre quem realmente era.

Ele, amaldiçoado, só voltaria à forma humana se uma mulher aprendesse amá-lo – além da aparência. Então ele precisou aprisionar Bela, que não era princesa. A refém viveu períodos aterrorizantes, mas quando percebeu que a Fera confiava nela, que poupara sua vida, e que dependia dela para viver, aprendeu a amar seu carcereiro.

Quem sou eu para julgar as diferentes formas de manifestação do amor, até mesmo em uma história. Não é isso o que estou fazendo. Apenas estou pasma em como não havia enxergado essas nuances antes… Mesmo tendo assistido aos desenhos, outras filmagens… só nessa última identifiquei esse pano de fundo. A mentira sobre quem se é de verdade. A promessa não cumprida. Apaixonar-se pelo seu opressor carcereiro porque ele não lhe tirou a vida e agora precisa de você para continuar vivo e mudar, deixar de ser uma fera…

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