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Archive for the ‘religião’ Category

Eu não consigo entender porque alguns ateus que acreditam religiosamente na evolução se esquecem totalmente da “seleção natural” quando resolvem julgar os “crentes”. Hoje eu li essa: “…religiosos por medo que não passam de interesseiros, matando e morrendo pela salvação divina.”

E qual o problema dos crentes serem “interesseiros” na salvação? Segundo a lógica da “seleção natural” e da “evolução”, “matar e morrer pela salvação divina” é totalmente justificável. É a lei da sobrevivência, uai.

Daí a pessoa responde que o crente tem que seguir os passos de Jesus – que não era interesseiro – em humildade e desapego. E daí outra pessoa diz que a lógica para o crente ser interesseiro está no protestantismo, que era apoiado pela burguesia porque pregava riqueza como um tipo de bênção. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Querer a salvação implica em não ser humilde? O que isso tem a ver com a teologia da prosperidade? E onde é que fica a lógica da questão dentro da premissa da “seleção natural”?

Se eu acredito na “seleção natural” como realmente natural, não tem o menor sentido eu achar “absurdo” o “crente” fazer tudo que está a seu alcance para ter a tal salvação que ele tanto acredita e deseja, pois lutar pela vida é algo natural. Sobrevivem os que melhor se adaptam. Como vou julgar o crente dentro do paradigma do crente (incluindo os que defendem a teologia da prosperidade), se para mim esse paradigma não existe? Se eu julgo o “crente” dentro do paradigma da evolução, tenho que concordar que ele está certo em suas atitudes – por mais absurdas que me pareçam – pela sobrevivência.

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“Jesus não suprimia da verdade uma palavra que fosse, mas sempre a proferia com amor. Em Seu convívio com o povo exercia o maior tato, dispensando-lhes atenta e bondosa consideração. Não era nunca rude; jamais pronunciava desnecessariamente uma palavra severa; nunca motivava dores desnecessárias a uma alma sensível. Não censurava as fraquezas humanas. Dizia a verdade, mas sempre com amor. Denunciava a hipocrisia, a incredulidade e a injustiça; mas o pranto transparecia em Sua voz quando proferia Suas fulminantes repreensões. Chorou sobre Jerusalém, a cidade que amava, e que recusava recebê-Lo a Ele que era o caminho, a verdade e a vida. Haviam-nO rejeitado, a Ele que era o Salvador, mas olhava-os com ternura e compaixão. Sua vida foi de abnegação e solícito cuidado pelos outros. Toda alma era preciosa aos Seus olhos. Se bem que sempre Se conduzisse com divina dignidade, inclinava-Se com a mais terna simpatia a cada membro da família de Deus. Via em todos os homens almas caídas, cuja salvação constituía o objeto de Sua missão’’ (Caminho a Cristo, EGW, página 12).

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palmadaEu não consigo entender as pessoas que agradecem os pais que lhes bateram, dizendo ter sido melhor apanhar deles do que da polícia.

Eu não agradeço as palmadas, nem as chineladas, nem as cintadas, nem os castigos que recebi (de joelhos). Não me tornaram uma pessoa melhor. Não me deram nada de bom. Eu não teria me tornado uma criminosa se não tivesse apanhado. Muito pelo contrário –  hoje tenho que lutar contra os impulsos violentos de reprodução de comportamento dos pais.

Eu não mudei nenhum comportamento por causa das palmadas. Não parei de fazer o que achavam que não devia. Não mudei de opinião. E fui uma boa garota.

Apanhei pouco. Dá pra contar nos dedos das mãos. Mas me lembro que uma simples conversa e compreensão seriam suficientes.

Eu entendo que a Lei da Palmada, na verdade, tem o objetivo de coibir espancamentos que sempre começam com um tapa. Em poder de quem tem tendência à violência, o tapa pode dar origem a uma avalanche.

Quem pode ser corrigido com um tapa, também pode ser corrigido com uma conversa ou com o cantinho da disciplina “à lá reallity show Supernanny”.

O tapa é totalmente desnecessário. E perigoso. Assim como gritos, berros, e outras coisas que só servem para deseducar. Prova disso é que a geração que cresceu apanhando não fez diminuir a criminalidade. O que educa é estudo e bom exemplo.

Não adianta justificar dizendo que palmada é repreensão, pois vem acompanhada de agressão física. Repreensão, sim. Agressão, não. Mesmo a verbal ou psicológica. A repreensão jamais deve vir acompanhada da agressão. Isso desvirtua os relacionamentos afetivos. Confunde… faz achar que quando amamos e somos amados devemos aceitar a violência e a pessoa deve também aceitar nossos impulsos de fúria.

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