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Posts Tagged ‘relacionamento’

Estou começando a ficar cansada de ver mulheres gritando que a gente tem que ser dura, que tem que tratar mal, que não pode ser boazinha, que não pode abrir o coração pra homem nenhum, porque homem não presta. Estou exausta de ouvir que homem gosta de mulher que pisa. Eu não aguentaria um relacionamento assim, onde eu não posso ser eu, onde eu teria que mudar a minha natureza e me transformar em uma pessoa amarga, sempre na defensiva, fazer meu coração petrificar de medo. Já me basta o desafio de resolver os problemas da vida do tipo contas a pagar. Melhor viver sozinha do que ter a companhia de um homem que, para ficar comigo, precise ser mal tratado.

Não. Eu não aceito ser maltratada, e menos ainda vou mergulhar nessa loucura de maus tratos. Que história é essa de que uma relação de amor, para dar certo, tem que ter alguém sendo humilhado?

abelaeaferaNão. Eu me recuso a embarcar nessa. Para mim, um relacionamento tem que ser o oásis da vida nesse mundo tão cruel. Tem que ser uma união para que juntos possamos resolver os problemas, consolar um ao outro da maldade de terceiros, e não um se transformar no problema e na dor do outro. Não. Não vou virar uma mulher difícil, com coração de pedra, amarga, e fazendo coisas nada espontâneas… com medo de ser feliz.

E aconselho a mulherada a parar com essa neurose coletiva de tratar mau os homens. Vocês estão estragando os homens bons agindo desse jeito. Eles acabam ficando traumatizados e mergulham nessa loucura de que mulher não presta, que mulher não gosta de carinho… O que será das relações futuras se todo mundo se permitir estragar desse jeito?

Eu me recuso a ficar quebrada. Tudo nessa vida tem concerto. Tudo passa. Até a dor de um amor desastroso. Tenho dito!

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palmadaEu não consigo entender as pessoas que agradecem os pais que lhes bateram, dizendo ter sido melhor apanhar deles do que da polícia.

Eu não agradeço as palmadas, nem as chineladas, nem as cintadas, nem os castigos que recebi (de joelhos). Não me tornaram uma pessoa melhor. Não me deram nada de bom. Eu não teria me tornado uma criminosa se não tivesse apanhado. Muito pelo contrário –  hoje tenho que lutar contra os impulsos violentos de reprodução de comportamento dos pais.

Eu não mudei nenhum comportamento por causa das palmadas. Não parei de fazer o que achavam que não devia. Não mudei de opinião. E fui uma boa garota.

Apanhei pouco. Dá pra contar nos dedos das mãos. Mas me lembro que uma simples conversa e compreensão seriam suficientes.

Eu entendo que a Lei da Palmada, na verdade, tem o objetivo de coibir espancamentos que sempre começam com um tapa. Em poder de quem tem tendência à violência, o tapa pode dar origem a uma avalanche.

Quem pode ser corrigido com um tapa, também pode ser corrigido com uma conversa ou com o cantinho da disciplina “à lá reallity show Supernanny”.

O tapa é totalmente desnecessário. E perigoso. Assim como gritos, berros, e outras coisas que só servem para deseducar. Prova disso é que a geração que cresceu apanhando não fez diminuir a criminalidade. O que educa é estudo e bom exemplo.

Não adianta justificar dizendo que palmada é repreensão, pois vem acompanhada de agressão física. Repreensão, sim. Agressão, não. Mesmo a verbal ou psicológica. A repreensão jamais deve vir acompanhada da agressão. Isso desvirtua os relacionamentos afetivos. Confunde… faz achar que quando amamos e somos amados devemos aceitar a violência e a pessoa deve também aceitar nossos impulsos de fúria.

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Edson Fleischer e Carmo Dalla Vecchia

Você conhece bem o seu noivo? A namorada? Seu melhor amigo? Sabe de todas as suas manias, defeitos e qualidades?

Para de mentir. A menos que morem juntos por pelo menos um mês, ou até mais que isso, não pode dizer se realmente conhece, gosta ou suporta o pacote inteiro.

Ontem à noite assisti uma peça muito boa que me fez confirmar o que eu já sabia. Ninguém conhece ninguém até comer um quilo se sal juntos. E ninguém come um quilo de sal tão rápido assim.

Quem curte uma boa peça de teatro, está em cartaz até o dia 27/11, no Teatro das Artes, Shopping Eldorado, “Estranho Casal”, com Carmo Dalla Vecchia (Rei Augusto de Cordel Encantado – ainda de cabelão) e Edson Fleischer (advogado da Nathalie Lamour – Insensato Coração). Mas não é dueto (há outros personagens), não tem palavrão, nem gay – nada que precise de censura. A peça é muito bacana e mostra como as coisas do cotidiano podem minar uma relação. Ótima direção de Neil Simon… e atuação dos protagonistas muito mais interessante do que nas novelas.

O cartaz diz que a temporada popular tem ingressos a partir de R$20 mas tá errado. É só a meia entrada. Ingressos inteiros a partir de R$ 40.

A peça mostra a diferença entre namoro e casamento. Encontrar a pessoa uma vez por semana… por algumas horas… é bem diferente do convívio diário. É aí que a gente descobre suas loucuras, neuras, manias… coisas irritantes. Não dá pra conhecer alguém de verdade se você não morar com essa pessoa.

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Não me importa o que você faz para sobreviver. Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que o seu coração anseia.

Não me importa saber a sua idade. Quero saber se você se arriscaria parecer como um louco por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua. Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da vida lhe ensinaram, ou se omitiu por medo de sofrer. Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las. Quero saber se você pode conviver com alegria, se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.

Não me importa se a estória que você me conta é verdadeira. Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro para si mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser fiel e consequentemente fidedigno. Quero saber se você pode enxergar a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus. Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia… “Sim”!

Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.

Não me importa saber quem você é, ou como veio parar aqui. Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.

Não me importa saber onde, o que, ou com quem você estudou. Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba. Quero saber se você pode estar só consigo mesmo e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios.

(Autor desconhecido)

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Recebi no Orkut um Scrap da Fernanda Vasconcelos que me fez morrer de rir. Acabo de ler e compartilhar.

Q mulher nunca teve
1 sutiã meio furado,
1 primo meio tarado,
Ou 1 amigo meio viado?

Q mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com 1 lipo na barriga?

Q mulher nunca comeu
1 caixa de Bis, por ansiedade,
1 alface, no almoço, por vaidade
Ou, 1 canalha por saudade?

Q mulher nunca apertou
O pé no sapato p/ caber,
A barriga p/ emagrecer
Ou 1 ursinho para ñ enlouquecer?

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Teste: Você sabe seduzir?

Resultado: Ciclone sexual

Você é expert na arte da sedução! É segura de si, conhece seus pontos fortes, mas não se deixa levar pela afobação. Sabe que um charminho na hora certa, bem como um ar de mistério, é o segredo do sucesso – tudo bem dosado, é claro, senão fica chato! É isso aí, você arrasa!

Que coisa! Surpresa com o resultado do teste, pois pelo que respondi achei que a resposta seria que sou tímida e insegura. Mas, pensando bem, recordando o que meu marido sempre fala sobre mim… o teste está certo.  Ele sempre fica querendo saber o que estou pensando, o que meu olhar quer dizer, e o que vou fazer. Deve ser esse o tal ar de mistério. Mas acho que viver é como escrever um texto. Não dá pra falar tudo no primeiro parágrafo. Mas tem que falar o suficiente para que se queira ler o próximo parágrafo. Que coisa, né?

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Por Débora Carvalho de Oliveira

Olha só o destino da laranja

Quem quer um destino desses?

Quem é que já sonhou em ser a metade de uma laranja? Eu queria saber quem foi que relacionou as metades da laranja com encontrar alguém para partilhar a vida. Esse conceito parte do pressuposto de que éramos inteiros e fomos partidos ao meio. Sim, porque a laranja nasce inteira. As metades só aparecem quando alguém corta a laranja ao meio.

Mas aí vem o Fábio Jr. cantando na propaganda do Vale a Pena Ver de Novo

Carne minha. Alma gêmea… As metades da laranja

Isso não tem o menor sentido. Até porque, mesmo com as metades separadas, ninguém procura essas metades para juntar novamente. É só ver com se prepara suco de laranja nas grandes lanchonetes, ou na saída da estação de trem Vila Olímpia, em São Paulo. Um cara vai cortando as laranjas e o outro vai pecando cada metade e “metendo” no espremedor elétrico sem se preocupar se quer com a sequencia das metades. E tem mais. O cara usa o sumo e joga o bagaço fora. É ou não é? Eu, hein! Tô fora de ser laranja.

Tampa da panela é uma expressão que tem pelo menos algum sentido. Porque em alguns armários, as donas de casa colocam as panelas umas dentro das outras, enquanto as tampas ficam em uma gaveta. Daí, quando precisa tampar o refogado, fica procurando a tampa que cabe na panela.

É melhor ser panela ou tampa?

A panela é quem recebe os ingredientes que são admirados, consumidos – por quem quer que seja. A tampa só serve para ajudar a reter o calor para acelerar o processo ou para manter o conteúdo aquecido por mais tempo. Ou ainda, para evitar que caia pó ou o acesso das moscas. Ninguém dá importância à tampa. Só na hora de procurá-la para tampar a panela. Quando o arroz fica pronto e se destampa a panela, pronto. A tampa já era.

Deve ser por isso que as pessoas dizem:

Eu, tampa da panela de quem?

Será esse o sonho de alguém?

Você é a tampa da minha panela,

e não

Você é a panela da minha tampa.

E tem mais. Pode até existir a tampa do conjunto da panela. Mas qualquer outra tampa também pode servir. Inclusive a tampa de outro conjunto. Só não serve tampa menor, porque cai dentro da panela. Aí é que ninguém quer ser a tampa mesmo, pois qualquer uma serve para o mesmo propósito.

Aviso às garotas: pense bem se vale a pena dar bola quando aquele garoto metido a romântico vier te chamar de metade da laranja (alguém que foi partida ao meio) ou tampa da panela (auxiliar para qualquer coisa que não mereça destaque).

Aviso aos garotos: fique sabendo que nenhuma garota jamais sonhou em ser a metade da laranja nem a tampa da panela. Melhor dizer apenas: você me completa. Pronto. Não importa se é a metade, a tampa, a tampinha… só completa e pronto. Ninguém precisa saber o quão vazio você é de verdade.

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Essa reflexão veio de uma conversa com minha irmã, Greycilene.  Obrigada pela inspiração, Grey.

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