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Ártemis, a deusa guerreira

Ártemis, a deusa guerreira

Meu resultado:

Ártemis, a deusa guerreira

Selvagem e livre, a mulher deste arquétipo busca constante superação de si mesma

por Bolsa de Mulher


Filha de Zeus com sua amante Leto, Ártemis (conhecida em Roma como Diana, a Caçadora) é a irmã gêmea primogênita de Apolo. Hera, esposa de Zeus, perseguiu Leto de tal modo que nenhum lugar se atrevia a desafiar a rainha do Olimpo e acolhê-la durante o parto, que finalmente ocorreu numa ilha remota.
Ártemis logo ao nascer revela seu talento como parteira e auxilia a mãe no nascimento de Apolo. Traumatizada com a perseguição sofrida por sua mãe, ela pede a Zeus que seja virgem para sempre, pois não quer ser submetida à maternidade. Contudo, também pede um séquito de homens virgens. (Grande semelhança comigo… mas nem tanto).

Trata-se de uma deusa associada à vida selvagem e à caça e também à luz da lua e à magia. Seu desejo é estar nas matas, vestindo roupas curtas que a deixam livre e carregando nas costas o seu arco e flechas de prata. De natureza espartana, ela é uma grande guerreira e está sempre competindo consigo mesma, buscando a superação. (Sim, sempre buscando a superação. Competição comigo mesma, nunca com você, sua bobinha!)


Ártemis é considerada a mais pura e casta das deusas. (Já fui considerada assim… era minha fama antes de casar). Uma vez, sendo surpreendida ao banhar-se em um rio por um caçador, transformou-o em veado e fez com que fosse devorado por sua própria matilha. Ela tem desprezo pela vulnerabilidade (com certeza) e, ao contrário de Atena, entende o ataque de nervos como forma de defender-se. (Não é pra tanto, mas o ataque de nervos faz parte)

A mulher Ártemis

A mulher do tipo Ártemis possui o ideal de ajudar as mulheres (até já cansei de ser conselheira de muitas mulheres. Desde a adolescência, até mulheres casadas procuravam meus conselhos, kkk) e usa um escudo emocional nos envolvimentos afetivos (Sim, para não sofrer tanto). Não é costume haver aproximação afetiva, mas ataques e rompantes emocionais. Em muitas ocasiões, ela costuma reagir cruelmente quando colocada contra a parede em assuntos do amor. (Meus ex-namorados que o digam)

Geralmente ela é a grande parceira, a “brother” (Meus ex-namorados e meu marido confirmam que sim). Representa um tipo de feminismo que deseja equiparar-se aos homens de igual para igual (Não querendo ser  homem, mas para romper com o preconceito) e a sua sexualidade tende a se manifestar de forma mais masculina (Depende. Se isso significa tomar a inciativa quando o cara tá meio lerdinho… rs). Muitas vezes adia a maternidade em função de outras metas (realmente, foi o que fiz), mas é capaz de fazer um filho de maneira independente, sozinha (também planejei isso, caso não me casasse até os 30. Como alguém conseguiu a proeza de me levar ao altar… rs).

Nos desafios, a mulher de natureza Ártemis arregaça as mangas e vai direto ao assunto, de preferência com roupas práticas e sem adornos e acessórios que mais atrapalham do que qualquer outra coisa. Maquiagem? Só se for de guerra. (Também não é pra tanto. Incomoda, mas depois de uma certa idade a gente incorpora a maquiagem como um acessório de guerra mesmo)

Este é o tipo de mulher que costuma ser indócil muito em função de haver presenciado injustiças logo cedo na vida. (Aham. E como presenciei e vivi injustiças) Sua lição consiste em aprender que o fato de ser justiceira não impede que ela desenvolva um temperamento mais doce e desarmado (Também já aprendi isso). A diferença entre homens e mulheres é um fato e a busca da igualdade radical não faz sentido, pois é justamente no equilíbrio entre as diferenças que a coexistência entre os dois gêneros se torna mais harmoniosa. (Sim, também sabemos disso. Não é questão de querer ser homem. É questão de não aceitar o preconceito)

Lifestyle

Ártemis é mulher forte e guerreira. Ligada em esportes, a deusa é adepta de atividades físicas como corrida, malhação e danças. Seu estilo é esporte chique. (Pode crer!)

Das academias para a rua, a moça abusa de tecidos tecnológicos e confortáveis (como moleton (Só se for os moderninhos) e malha), jeans, roupas de modelagens amplas, maiôs e tênis – dos mais esportivos aos modelos moderninhos para compor looks mais elaborados (sim). Produtos naturais (tanto cosméticos como alimentares) não podem faltar nas prateleiras da casa de Ártemis (claro que não). Seu meio de transporte? Bicicleta. (adoro bicicleta. Direto vou ao Parque do Ibirapuera para ficar algumas horas pedalando. Fiz isso até grávida, hehehe)

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“…no fim o sol surgiu e bateu direto nos meus olhos como uma medalha de ouro.” Win Hof

Discovery Channel – 16/04/2009

The Real Supermans and tue quest for the future fantastic
(Os super humanos e a busca por um futuro fantástico)
The Iceman 

Essa história passou no Discovery Channel em 16 de abril de 2009. O homem de gelo. Fiquei tonta só de assistir.

Um garoto chamado Win Hof, quase morreu de frio quando tinha 7 anos. A caminho da escola, Win quase congelou. “Eu sentei na varanda de uma casa e então eu adormeci. O frio me tocou como um inimigo. Foi o meu primeiro contato com o frio. E eu fiquei deitado lá até que a ambulância veio e me levou ao hospital. E se ninguém tivesse me encontrado eu teria morrido. É a morte branca”, conta.

Mas o frio não matou Win. Ele o transformou num homem que adora baixas temperaturas. Essa atração de Win ao frio lhe mostrou seu super poder. A habilidade de aumentar sua temperatura corporal nas condições mais severas. Desde então, o pacato carteiro tem uma identidade secreta: The Ice Men. “Depois de treinar e praticar, descobri que temos um tipo de termostato aqui (na mente). E sei como controlá-lo. Não com a mão, mas com a mente”, afirma Win. Quando descobriu seu talento a ideia era fazer coisas incríveis. Mas agora o frio se tornou uma necessidade. “Todos os problemas que tenho no dia a dia desaparecem quando faço isso. O frio, quer dizer, me expor ao frio é uma força que me purifica, uma força que me limpa”, diz Win.

O Dr. Juha Oksa – Cold Physiologist, diz que conhece a história de Win, e que é muito interessante. “Mas talvez ele tenha genes que permitem que ele se aclimate de tal maneira que ele não sinta tanta dor quanto outras pessoas. Então isso depende de como é a sua genética.” Graças à habilidade genética de aumentar a sua temperatura corporal, Win realizou feitos incríveis. Ele foi o único homem capaz de submergir seu corpo inteiro no gelo por uma hora e dez minutos. E bateu o maior Record mundial como o homem que percorreu a maior distancia de nado sobre o gelo sem tubo de oxigênio e vestindo apenas shorts: 57 metros e meio.

Para aperfeiçoar esse super poder, Win tem o costume de se trancar em uma câmara frigorífica. (A cena é bizarra: ele agachado e a peças de boi em volta).

O documentário acompanhou passo a passo os preparativos para o teste mais radical do seu poder. Um feito tão insano que ninguém jamais ousou tentar. Uma coisa nova, mais do que incrível. “Quero correr meia maratona descalço no inverno, na Lapônia, depois do círculo polar.” (Tem sentido uma coisa dessas?) O responsável por fazer testes físicos foi o Dr. Juha Oksa – Cold Physiologist. Ele queria ver como era a reação de Win quando exposto a temperaturas baixas. “Isso vai ser bem difícil”, disse o doutor que tinha dúvidas em relação aos poderes de Win. Ele foi examinado pelo microscópio do Dr. Oksa (Finnish institute of occupational health), um fisiologista especializado em frio. Para ter certeza, ele preparou testes extremos. “Se Win não reagir bem aos testes, seu sonho de correr meia maratona sobre o gelo e a neve pode estar em risco.”

Win entrou em um tipo de aquário com água a 8 graus. Depois de um minuto e meio dentro da água gelada, o batimento cardíaco era de 51 batidas por minutos – o que é muito baixo, segundo o dr. Oksa. Ao ser questionado sobre como se sentia, a resposta foi “neutro, pouco frio, sem dor, formigando um pouquinho na região dos ombros. Dormência, não.

“Quando Win submergiu em água a 8 graus ele não ficou ofegante e isso não é muito comum. A reação de uma pessoa comum é ficar ofegante quando exposta a baixas temperaturas”, explicou o dr. Oksa. Depois de 7 minutos, uma pessoa comum estaria com tanta dor que estaria prestes a desmaiar. “Mas até agora a sua resposta metabólica está bastante baixa. Por enquanto, ficar aí não está sendo nenhum problema pra você”, brincou Oksa. Nessa etapa, Win se concentrou para acessar seu termostato interno e fez o que só ele consegue fazer: se aquecer. Sua temperatura corporal chegou a 37.2 graus, cerca de 0,3 graus a mais do que quando entrou na água. “Você tem uma ótima adaptação”, disse o doutor.

Depois de 15 minutos, a maioria das pessoas estaria tremendo tremendamente, e com dificuldades para pensar. E falar seria quase impossível. Mas Win começa a conversar. – Dr. Oksa, me fale quais são seus hobbies?. Depois de 25 minutos uma pessoa comum estaria inconsciente. Ela não estaria mais tremendo e estaria parecendo morta. Mas Win não sentia dor, apenas um pouco de formigamento. Nada de dormência, e apenas tremendo um pouco. A temperatura baixou para 36,5 graus. Então o dr. Oksa parou o teste.

Depois de incríveis 25 minutos de exposição, Win provou a extensão de seu super poder. Ele consegue controlar sua temperatura corporal . Sua resposta metabólica é muito boa e ele tem a capacidade de produzir calor com muita eficiência. O Dr. Oksa admitiu que essa corrida que seria suicídio para uma pessoa normal, Win poderia tirar de letra. “Win tem grande chance de conseguir. Eu acho que vai dar tudo certo”, disse.

Finalmente em Lepland (Lapônia), a 200 km ao norte do círculo Polar Ártico. Poucos lugares são tão gélidos e inóspitos. Temperatura a 26 graus negativos no mês de janeiro. Paisagem desértica. Win se concentra para estabelecer um Record mundial. Ele queria  ser o primeiro homem a correr meia maratona descalço sobre o gelo e a neve. São 22 km de loucura. E ele reconhece: “Você pode até dizer que o que eu faço é flutuar para a morte. E quem acha que isso é loucura, está completamente certo”. (Também acho).

Em dois minutos de corrida ele percorreu meio quilometro e a temperatura estava 14 graus negativos. Depois de correr 15 minutos na neve, uma pessoa comum não conseguiria suportar a dor nos pés. Depois de 20 minutos, o efeito do gelo no sistema neuromuscular faria com que a pessoa não conseguisse ficar em pé.

E depois de uma hora, uma pessoa comum ficaria inconsciente. Depois de 7 km, Win começou a perder a corrida para o tempo. Talvez seus super-poderes tenham um limite. Sua habilidade de controlar a temperatura corporal talvez não seja suficiente para evitar que seus pés sofram a ação do frio. Win ainda tem que correr quatro quilômetros. Seu pé, duro e muito branco. A enfermeira disse que estava muito feio e que não poderia garantir nem prometer nada. – Tem certeza que quer continuar? – Tenho, claro, vou terminar. Você quem sabe, Win. A decisão é sua. Mas eu não garanto nada. Tá pronto pra assumir esse risco? – Estou. Fui.

Win percorreu 15 km em uma hora e 45 minutos, 16 graus negativos. E não é que o homem correu descalço sobre o gelo há mais de uma hora, sem queimadura ou lesões. Sem hipotermia e nem sentia dor. Ele realmente tem o poder de viver no frio suportando temperaturas baixas que custariam a vida de outros. Ele resiste fazendo com que seu corpo se aqueça. 21 km, 200 m. 2h10 minutos, 18 graus negativos.

Faltando menos de um quilômetros para Win Hof concluir a meia maratona no círculo polar ártico, ele avistou a linha de chegada e gritou: – Eu vou conseguir! É a medalha de ouro. Sol. Sol. Sol. Haha.

Win Hof estabeleceu um Record mundial. Ele é o primeiro homem da história a correr descalço meia maratona sobre o gelo. – No fim o sol surgiu e bateu direto nos meus olhos como uma medalha de ouro. Olha lá. (e a vista do sol era linda mesmo, amarela como o ouro entre umas montanhas) Aquela é a medalha de ouro. É. Uau!

Que história! Como algumas pessoas têm determinação para fazer coisas assim, que para mim são tão sem sentido! E que incrível essa capacidade de não morrer! Será que ele é um mutante?

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